A definição do conflito ou “Why can’t we all get along?”

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A relação entre Bruno de Carvalho e Marco Silva já fez correr muita tinta em Portugal e é bastante óbvio que não são propriamente amigos. Mas, como é normal no mundo apaixonado do futebol, as opiniões dos adeptos são de extremas opostas.

Sacanice

É verdade que existiu muita sacanice de ambas as partes. Por um lado, o Marco Silva sempre jogou com o lado emocional dos adeptos ao mesmo tempo que lançava algumas farpas em direcção ao Presidente. Este, por sua vez, tendo alguma dificuldade de auto-controlo vai atrás disso e responde “à bruta”, fazendo sempre com que fique mal visto.

Para além disso, temos o facto do Marco Silva ter a melhor imprensa de sempre num treinador, seja de que Clube for. A sua assessoria de imprensa é impecável e implacável. Só assim se pode justificar a protecção que o treinador gozou durante toda a época, em particular na “crise de dezembro”.

Afinal de contas, Marco Silva tem 10 empates, um máximo histórico na última década. Tem, por isso, culpas no cartório no que ao falhanço do campeonato diz respeito. Muito disso foi fruto de escolhas erradas na defesa. No entanto, a comunicação social não acha que isso é relevante. Tem ainda um empate que nos custou a passagem à fase seguinte da Liga dos Campeões (independentemente da “mão” no jogo do Schalke, Maribor era para vencer, ponto).

Mas mais uma vez, Marco Silva é visto como um herói.

Com isto não quero dizer que não gosto do treinador. Antes pelo contrário, acho que vai ser um belíssimo treinador que, como qualquer profissional da sua idade, ainda tem muito para crescer. E poderia fazê-lo no Sporting.

Achar que tem qualidade é uma coisa. Outra coisa e ficar satisfeito com o trabalho que fez. 10 empates, muitos dos quais em Alvalade, são inadmissíveis num Clube com a grandeza do Sporting.

Do outro lado da barricada temos Bruno de Carvalho, alguém que, até poderia ter toda a razão do mundo neste caso mas a forma como lida e fala estão sempre a impedi-lo de “vencer”. Contudo não tem toda a razão. Aquilo que fez depois do jogo com o Guimarães é incalculável… o que me leva a outro ponto.

O Presidente, apesar de tudo o que tem feito bem, tem de acalmar um pouco a sua postura pública. Tem de montar estratégias concertadas com o seu departamento de comunicação (que ou é muito mau, ou muito sub-aproveitado). Disparar para todos os lados, a toda a hora só o desgasta e faz com que os adeptos se cansem da sua persona e que as suas palavras percam o peso que deveria ter e acaba por perder lutas com o treinador.

Mas a questão fundamental é: porque não se podem todos dar? Não têm de ser amigos, mas ambos têm de fazer cedências de parte a parte. Quem ganha com isso é o Sporting.

Infelizmente, quem comanda no Sporting (tanto o Presidente como o Marco Silva) são humanos e já muito aconteceu que torna esta relação impossível.

Uma coisa é certa: O Presidente vai sair desta história fragilizado. Se o Sporting vence a Taça de Portugal e se despede o treinador, Bruno de Carvalho fica afectado. Se o Sporting não vence a Taça e despede o Marco, o falhanço deste objectivo também é imputado ao líder do Clube.

Enfim, para o ano há mais.

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A revolução no andebol

O andebol é uma das “Big Three” nas modalidades – Futsal, Hóquei em Patins e Andebol. Dessas três, é a que mais precisa de uma reforma. A verdade é que temos de olhar para o histórico e não só para este ano (caso seja bem sucedido).

O FC Porto é campeão ‘back to back’ há mais de meia década seguida e este ano tem tudo para nos ultrapassar a nível de títulos (estamos os dois com 19). Isto é absolutamente inaceitável e por isso mesmo, há muito que precisa de mudar. E como é normal, essa mudança tem de ser de cima para baixo.

Eu olho para a estrutura do andebol e não compreendo como foi montada. Não me inspira confiança. Quem é a Helena Duarte, directora do Andebol? Como é que ela chega ao cargo? Que conhecimentos da modalidade é que ela tem? Que capacidades de gestão de uma secção profissional é que apresenta? Para além de andebol, também deve conhecer imenso de modalidades de combate, sendo que também é directora dessa secção. E antes disso já foi secretária do basquetebol e directora do Multidesportivo. Portanto, uma versão de José Couceiro para as modalidades. Parece-me ser algo pouco profissional e uma modalidade como o andebol não pode ter disso.

Não fará sentido colocar alguém que realmente conheça a modalidade, que perceba como funciona o mundo do andebol?

Atenção, não estou a duvidar do Sportinguismo da senhora nem do empenho que terá, certamente. Estou sim a questionar se ela é, de facto, indicada para o cargo. A meu ver, falta alguém especializado, com história e cultura não só de Sporting, como também de andebol e de gestão.

Talvez esteja a ser injusto, talvez não. Mas não deixa de ser algo que me deixa com uma pulga atrás da orelha.

Quanto ao treinador Frederico Santos, não sei se deve ficar ou não. É um homem da casa (no título de 2000/01 já era treinador-adjunto), já venceu algumas taças mas está sempre no quase no que diz respeito ao campeonato. Talvez com uma estrutura mais forte seja capaz de fazer mais e melhor. Numa altura de ‘crise’ é fácil apontar dedos a todos e correr tudo com “cheque e vassoura”. Temos de ser ponderados.

Mas como também não gosto apenas de criticar e deixar as soluções para outros, proponho aqui dois nomes que me parecem válidos para os cargos:

Director de Andebol: Ricardo Andorinho. Um grande Sportinguista e um dos melhores andebolistas de sempre em Portugal, foi campeão pelo Clube do coração na antiga Nave de Alvalade. Mas claro, isso não chega. Pois bem. É licenciado em Organização e Gestão de Empresas e tem uma pós-graduação em Finanças e Management Control, tendo sido até professor no IPAM. Para além disso tudo, é vice-presidente na Federação Portuguesa de Andebol, estando bem a par de tudo o que diz respeito à modalidade. Não o conheço pessoalmente, apenas me lembro de o ver jogar, mas isto é alguém com um perfil perfeito para gerir o andebol no Sporting.

Treinador: Carlos Resende. Um lateral esquerdo de grande qualidade, formado no Sporting, que fez uma carreira de sucesso no norte do país, em especial no FC Porto. Hoje em dia destaca-se como treinador do ABC de Braga (e já treinou os ‘dragões’ também) e é professor no ISMAI e na Universidade do Porto, na área do desporto. Ah, e está na final da Taça Challenge.

E só assim podemos evoluir, atraindo conhecimento, vontade e qualidade.

Viva o Sporting Clube de Portugal

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Sporting, o melhor clube do Mundo?

Quando se fala de futebol, volta e meia ouvimos alguém dizer “o Sporting é o maior de Portugal! Somos dos maiores da Europa! Temos os melhores adeptos do Mundo!”. A minha resposta é simples: Não, não somos. Não somos os maiores de Portugal, não somos dos maiores da Europa nem tão pouco temos os melhores adeptos do Mundo.

Vejamos: Em Portugal, o Sporting tem 18 campeonatos, o Porto 27 e o Benfica 30 (nem venham cá com a história dos 33 que isso não pega). Estamos há 12 anos sem conquistar um Campeonato Nacional. Antes disso já estivemos 18 anos sem festejar. Na Europa pouco fizemos: temos a Taça das Taças como maior conquista (há 50 anos), temos uma meia final europeia e uma final da Taça UEFA, que perdemos em casa. Quanto aos melhores adeptos do Mundo, à nossa frente temos clubes como o Celtic, Liverpool, Dortmund… Como podemos ser os melhores adeptos, se somos apenas 125 mil sócios, dos quais apenas 50% pagam quotas? Como podemos ser os melhores se não temos sempre casa cheia? Ou se assobiamos quando as coisas não correm tão bem?

Somos grandes, claro, especialmente graças às modalidades e já fomos ainda maiores. Mas isto não quer dizer que não podemos voltar a ser. Podemos ser o maior em Portugal. Podemos ser dos maiores da Europa e podemos sim ter os melhores adeptos do Mundo! Tem de existir um trabalho rigoroso e contínuo da direcção e nós, adeptos, temos de dar a mão ao Clube e crescer com ele. Não é só virmos para as redes dizer que somos os melhores e que o resto não presta. Não é isso que nos tornará grandes. Já contribuíste para a Missão Pavilhão? 10 euros chegam. És sócio? Por 6 euros mensais podes ser. Compras o Jornal Sporting? 1 euro por semana e ajudas o Clube.

Temos de voltar a erguer este enorme Clube e temos de despertar e inspirar o Sportinguismo. Temos de incutir os valores e os mandamentos ‘leoninos’. Temos de nos envolver cada vez mais na vida do Clube.

O primeiro passo para resolver um problema é admitir que ele existe. Agora depende de nós solucioná-lo.

Renascer do desporto em Portugal

O desporto em Portugal tem-se resumido, cada vez mais, a apenas futebol.

Nem sempre foi assim e acredito que isso poderá mudar mas, para tal, os Clubes desportivos e o Estado terão de criar e potenciar a divulgação das várias modalidades.

Felizmente existe a tradição aqui no burgo de cada Clube albergar várias disciplinas e isso acaba por facilitar a aceitação de novos desportos. Um exemplo claro disso é toda uma nova geração que nunca tinha ligado ao hóquei em patins e que se apaixonou pela modalidade quando voltou a surgir no Sporting Clube de Portugal.

É essencial que os Clubes criem cada vez mais interligações internamente, não só entre as variadas modalidades mas também com o público.

Aqui ficam algumas ideias:

– Criar Open Days: Dias onde todos podem ir ao seu Clube de eleição experimentar várias modalidades.

– Bilhetes combo: Alguém que compre um bilhete para assistir ao jogo de futebol, poderá assistir ao jogo de futsal umas horas antes. Este exemplo será perfeito para o dia em que o Sporting voltar a ter Pavilhão, mas já é aplicável a outros.

– #DiaDeSporting: Criar um itinerário daquilo que se pode fazer num determinado dia desportivo do Clube. Ex.: Começar ao 12h com um jogo de ténis de mesa, seguido de um jogo de juniores de hóquei, e ainda seniores de andebol. Desta forma é fácil para o adepto se organizar e consumir mais desporto.

– Demonstrações: Levar modalidades ao relvado no intervalo de jogos de futebol para fazerem pequenas demonstrações do seu desporto.

E tu, o que farias para ajudar à divulgação das modalidades?

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Isto é o Sporting

Ganhámos! Desde 1984 que não vencíamos esta taça e aqui está ela. Que orgulho.

Mas acima de tudo, isto é o Sporting. É ver milhares de adeptos no MEO Arena a apoiar o futsal e ter outros tantos a apoiar o hóquei à distância, a vibrar, a suar, a gritar de alegria e a chorar de felicidade. Isto é o Sporting.

Há quem diga que exageramos e que nos agarramos às modalidades porque não vencemos nada no futebol. Eu discordo dessa ideia e basta olhar para os anos de João Rocha à frente do Clube, onde vencíamos em todas as frentes regularmente… A verdade é que sempre fomos um Clube ecléctico, mas que, acima de tudo gosta das suas modalidades. Reparem, há uma diferença. Não é algo só para fazer número. Isto é o Sporting.

Estou convencido que estamos a viver um renascimento do Clube e a Taça CERS é o primeiro passo nesse sentido e a construção do Pavilhão João Rocha vai fazer explodir o poder ‘leonino’.

ISTO É O SPORTING!

Quem é o Reus?

Aqui fica a análise do Reus, feita pelo site do Sporting:

“É um ponto comum aos quatro clubes presentes nesta final a quatro: são históricos na modalidade, estiveram afastados da ribalta durante alguns anos e esta presença marca o regresso a um estatuto no hóquei em patins que não lhes é estranho. No entanto, o Réus distingue-se dos restantes três pela curta distância que tem de percorrer até chegar aos últimos tempos áureos: a formação de Baix Camp foi campeã europeia em 2009, com ícones da modalidade no seu plantel, como Pedro Gil, Negro Paez ou Marc Gual. Seis anos depois, a realidade é outra, como a própria classificação o demonstra – quinto lugar a dois pontos do último posto de acesso à Liga Europeia.

Se a irregularidade nas exibições tem pautado a época ao nível interno, no panorama europeu a equipa catalã tem jogado a ritmo de passeio, defrontando equipas com poucos argumentos. O plantel é baseado na juventude formada no clube, com a adição de alguns elementos experientes, como Matías Platero, Jepi Selva e Xavi Costa. O guarda-redes Roger Molina tem sido um dos elos mais fracos dos ‘rojinegres’, que levarão a Igualada cerca de 400 adeptos.

Bilhete de Identidade do Reus:

– 26 títulos: Um Mundial de Clubes, uma Taça Intercontinental, sete Ligas dos Campeões, duas Taças CERS, uma Taça das Taças, uma Taça Continental, quatro Campeonatos de Espanha, sete Taças de Espanha e duas Supertaças de Espanha

– Confrontos oficiais com o Sporting: Não tem

– Equipa: Roger Molina (GR), Luís Emílio Velasco (GR), Xavi Rubio, Xavi Costa, Matías Platero, Joan Salvat, Marc Ollé, Jepi Selva, Marc Coy e Marc Pujol

– Treinador: Alejandro Domínguez

– Melhores marcadores do Campeonato: Marc Coy (25), Xavi Costa (20), Jepi Selva (17)

– Percurso até à final a quatro: Villach (AUS): 17-1 V (c) e 13-2 V (f); Remscheid (ALE): 13-0 V (f) e 11-2 V (c); Diessbach (SUI): 5-2 V (c) e 4-2 V (f)”

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As bases da Taça CERS

Para toda uma geração, o hóquei é uma novidade. Para outros, um regresso.

Por isso, achámos por bem criar aqui um resumo da competição e do adversário de hoje.

A Taça CERS é a segunda competição mais importante do hóquei europeu, uma espécie de Taça UEFA. Começou na época de 1980/81 e o primeiro vencedor foi um Clube…português, o GD Sesimbra. Aliás, até hoje, apenas clubes portugueses, espanhóis e italianos é que conseguiram erguer a taça. Para o Sporting, a única conquista desta competição foi em 1984, com uma equipa muito forte constituída por Ramalhete (gr), José Rosado, Carlos Realista, Pedro Trindade, Luís Nunes, Campelo, Sérgio Nunes, Camané, Fernando Gonzada, Carlos Serra (gr) e Parreira (gr) e treinada por António Livramento, um ídolo do hóquei mundial.

Agora, passados 31 anos desde a vitória na final, a equipa de Nuno Lopes procura fazer um ‘brilharete’ no primeiro ano da modalidade no seio do Clube.

Quanto ao adversário que os ‘leões’ terão pela frente hoje, deixamos aqui um pequeno apanhado feito pelo site oficial do Sporting:

Clube com fortes pergaminhos na modalidade, tem estado longe dos grandes palcos há muitos anos e é, neste momento, a formação menos favorita à vitória europeia se abordarmos o que tem sido feito dentro das quatro tabelas. Naturalmente que o factor público terá uma palavra a dizer na motivação dos jogadores de Francesc Monclús, técnico que lidera a equipa catalã desde 2012. Assistiu a uma grande remodelação logo na primeira época, mas de 2013/2014 para a presente temporada apenas contratou Dani López, dotando-se de um plantel muito jovem e em grande parte formado no clube.

O actual décimo lugar na OK Liga revela a fraca capacidade defensiva que o conjunto catalão demonstra. No ataque, imperam os processos simples, que não têm feito esquecer Oriol Vives, o talismã da época anterior que ingressou no Liceo. O ponto mais forte está na baliza, com o guardião internacional espanhol Elagi Deitg, que marcou presença no Torneio de Montreux juntamente com o capitão Ton Baliu, grande executante de bolas paradas. O Pavilhão Les Comes, onde o Igualada habitualmente joga e onde se realizará a final a quatro da Taça CERS, era conhecido pelo ambiente hostil que os adeptos impunham às equipas adversárias.

Com a queda das ambições do clube a massa associativa foi-se afastando e, contrastando com a tradição da modalidade na Catalunha, verificaram-se assistências muito baixas. Desde a época passada, porventura em virtude de o plantel ser composto por muitos atletas formados na instituição, os adeptos voltaram a estar com a equipa, ainda que longe dos cenários sucedidos nos anos 90. Nota para o percurso do Igualada na Taça CERS, em que defrontou equipas de respeito em todas as eliminatórias e passou com distinção.

Bilhete de Identidade de Igualada:

– 19 títulos: Seis Ligas dos Campeões, cinco Taças Continentais, cinco Campeonatos de Espanha, duas Taças de Espanha e uma Supertaça de Espanha

– Confrontos oficiais com o Sporting: Não tem

– Equipa: Elagi Deitg (GR), Alex Ferrer (GR), Sergi Pla, Joan Montané, Met Molas, Ton Baliu, Nil Garreta, Jassel Oller, Dani López e Cesar Vives

– Treinador: Francesc Monclús

– Melhores marcadores do Campeonato: Ton Baliu (26), Sergi Plà (19), Met Molas (16)

– Percurso até à final a quatro: Turquel (POR): 6-0 V (c) e 4-3 D (f); Trissino (ITA): 3-2 V (c) e 4-3 V (f); Follonica (ITA): 4-2 V (c) e 1-0 D (f)

 

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Um orgulho imenso (e alguns pensamentos soltos)

Antes de mais, gostaria de pedir desculpa, cheguei agora a casa do MEO Arena, estou cansado, mas tenho de escrever.

Estou desolado. Não há outra forma de o dizer. A equipa de Nuno Dias fez das tripas coração e enfrentou, olhos nos olhos, aquela que é considerada por larga maioria como a melhor equipa de futsal do Mundo.

Não vou perder tempo em fazer a análise ao jogo. Não, eu quero-me focar na parte emocional. Essa sim, tem muito para dizer e é contraditório. Por um lado, sinto-me triste e frustrado. Por outro, um orgulho que não cabe em mim. Não só na equipa que se bateu quem nem leões, mas nos adeptos e naquilo que é o Sporting.

O ambiente que se viveu no MEO Arena foi indescritível. O mundo do Futsal nunca viveu nada assim. E nós podemos dizer, de peito feito, que fizemos a diferença e deixámos a nossa marca. Claro, virão aqueles que vestem outras cores e dirão: “Claro, isso é muito giro, mas títulos está quieto”. A resposta é simples: “É por tu pensares assim que eu sou do Sporting e tu não”. A hashtag #VocêsSabemLá engloba bem esse sentimento.

Mas este sentimento não pode existir para mascarar a falta de títulos (e aqui, honestamente, só podemos olhar para o futebol, porque nas modalidades são poucas as que não acabam no nosso Museu). E mais importante que tudo, este sentimento não pode desaparecer com a conquista deles.

Tenho um orgulho imenso naquilo que toda a equipa de futsal e os mais de 12.000 adeptos fizeram. Afinal, o desporto não está morto em Portugal. Só precisa de ter uma oportunidade.

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Maio – o mês de todas as decisões

Que o Sporting é um Clube eclético já todos nós sabemos. Mas mais do que isso, é um Clube com uma tradição vitoriosa e o mês de Maio é prova disso mesmo: só olhando para os três grandes desportos de equipa (considerando futsal, andebol e hóquei) vemos que o Sporting pode vir a conquistar muito. Fazemos aqui um pequeno ponto de situação:

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ANDEBOL

A equipa de Frederico Santos tem sido um pouco inconstante ao longo do campeonato regular, como mostra a derrota frente ao ISMAI e o afastamento precoce da Taça de Portugal (mesmo tendo sido com o ABC). Contudo, a equipa tem vindo a crescer e fez excelentes jogos frente à equipa de Braga nas ‘meias’, o que lhe valeu a passagem à fase derradeira.ricardodias

A secção de andebol não conhece o saber da conquista do campeonato há quase 10 épocas, sendo que a última conquista foi em 2005/06. Ricardo Dias, capitão que saiu no final da época passada, foi o último ‘leão’ a ser campeão.

Importantíssimo conseguir a conquista do ‘caneco’ já esta época. Os primeiros jogos estão marcados para os dias 9 e 13 de Maio, no Dragão Caixa.

FUTSAL

A secção liderada por Miguel Albuquerque está numa fase de transição: perdeu dois grandes ‘magos’ da equipa – Divanei e Deo – e, embora se tenha reforçado bem a equipa, ainda não é o suficiente. Se pudéssemos resumir o campeonato da equipa de Nuno Dias até ao momento numa só palavra seria esta: Desperdício.

Cfutsalontudo, o Sporting está a actuar em três frentes: Campeonato, Taça de Portugal e UEFA Futsal Cup.

Na Liga SportZone, os ‘leões’ vão-se bater com o Modicus por um lugar nas ‘meias’, onde poderão jogar contra o Burinhosa ou o Sp. Braga.

Na Taça de Portugal, o sorteio ditou uma final antecipada: Sporting vs Benfica nas ‘meias’. Caso a equipa ‘leonina’ siga em frente, irá defrontar o Modicus ou o Fundão na grande final.

Por fim temos a UEFA Futsal Cup, a conquista que nos falta. A (pouca) sorte ditou que os ‘leões’ irão defrontar o colosso Barcelona nas meias-finais, mas a verdade é que teríamos sempre de passar por eles para chegar à taça. Com mais de 10.000 ‘leões’ a rugirem no MEO Arena já no próximo dia 24 de Abril, tudo é possível.

HÓQUEI EM PATINS

Esta histórica hoqueimodalidade regressou aos quadros oficiais passado um longo interregno e conquistou os adeptos de imediato, não só pela proximidade com o público, como pelo esforço e resultados apresentados. Apesar do campeonato já estar entregue ao Benfica (com justiça, diga-se), a equipa de Nuno Lopes foi capaz de surpreender e está na Final Four da CERS e da Taça de Portugal.

Embora achemos mais provável a conquista da competição europeia, o simples facto da equipa já ter chegado tão longe na época de estreia é um dado marcante e do qual todos os Sportinguistas se podem orgulhar.

A razão de ser

A ideia deste blog surge como um repositório para todos os nossos pensamentos ‘leoninos’ e desportivos. É um espaço que queremos que seja eclético, onde se fala tanto de futebol como de andebol, hóquei ou futsal. Afinal de contas, o Sporting é a maior potência desportiva nacional e sem as (agora) 39 modalidades seriamos infinitamente inferiores.

Aqui, vivemos o Sportinguismo de acordo com os valores dos fundadores e dos grandes homens que marcaram a história do Clube. Seguimos os mandamentos do Sporting e vivemos o Clube de uma forma pura, sem interesses secundários e sem politiquices.

Bem-vindos.

“No Sporting não praticamos este ou aquele desporto, praticamos Sporting”

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